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Soluções simples para um mundo complexo
Escrito por Augusto Citrangulo
Sáb, 31 de Maio de 2008
Chegou a hora. Na verdade, acredito que já passou da hora de agir. Até quando assistiremos, passivamente, espetáculos de profunda ignorância e falta de senso de coletividade? Vejo horrorizado, diariamente, o persistente e nefasto espetáculo encenado por muitos paulistanos que 'varrem' a calçada com as mangueiras de jardim. Abertas no máximo, geralmente, para garantir 'a pressão' do jato d'água e assim 'varrer', sem pressa, todos os cantinhos. A 'vassoura d'água' é um desses 'produtos' simples, que surgem como resposta direta para um problema, de uma hora para a outra, e seu uso se impõe, como um hábito, difícil de ser abandonado. Basta abrir a torneira e 'varrer', com litros e litros de água tratada, todo o lixo para o bueiro mais próximo. Vejo novas tecnologias usadas em casas e edifícios inteligentes dividindo espaço com pessoas, aparentemente, privadas desta qualidade essencial. São pessoas tacanhas e egoístas que, desperdiçando água, disfarçam diante do desafio de viver em coletividade, fingindo desconhecer os problemas ambientais. Fazendo vista grossa para a maioria da população mundial, que nem tem acesso à água potável, ignoram sua responsabilidade. Seja qual for a solução para tamanho desatino, ela passa por uma educação inovadora que prepare os cidadãos, desde cedo, para uma sociedade onde os interesses coletivos e globais estejam em primeiro plano e, os interesses pessoais respeitem o planeta e os direitos do próximo. Mas, nem tudo está perdido, ao contrário. Outro dia, recebi uma mensagem eletrônica no mínimo, curiosa e alentadora. Relata a história de um cidadão simples que, insatisfeito com os custos da energia elétrica, buscou uma solução inovadora para si mesmo e que, agora, já beneficia um sem número de famílias. Ele criou um sistema de iluminação de 'luz natural', usando 'lâmpadas' de garrafas PET, parcialmente cheias de água cristalina. Usando esse precioso líquido dentro das garrafas, ele cria prismas que, estrategicamente dispostos entre as telhas, concentram a luz solar e maximizam o uso da luz natural, tirando da penumbra, ambientes até então, muito mal iluminados. Anterior
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