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Marcelo Resende: designer de produtos fala ao Design PVC
Escrito por Mariana Monici
Seg, 19 de Janeiro de 2009
Marcelo Resende fala ao Design PVC sobre sua trajetória profissional, as perspectivas do design no Brasil e o que faz do designer um bom profissional. 1- Qual sua formação? Fale um pouco sobre sua trajetória profissional. Sou design de produto formado em 1966 pela Fundação Universidade Mineira de Arte - FUMA, atual Escola de Design do Estado de Minas Gerais - UEMG. Aqui uma curiosidade que pouca gente sabe, ou seja, a FUMA foi a primeira Escola de design do Brasil (1957), mas só foi reconhecida como curso superior pelo MEC em 1965, três anos portanto depois da ESDI.
Como este laboratório foi o único que sobreviveu, foi transformado em Laboratório Brasileiro de Design (LBDI), com sede em Florianópolis/SC e atuação nacional e internacional. Com o tsunami Collor o LBDI perdeu o apoio do CNPq e foi para o SENAI/SC, onde em poucos anos morreu por falta de visão estratégica da então diretoria (hoje vários SENAI são referências em design). Ainda com Eduardo Barroso criamos e coordenamos o Centro de Design do Ceará - CDC junto ao Instituto Dragão do MAR da Secretaria de Cultura do Estado. Hoje sou consultor em várias empresas, no Brasil e no México, junto ao meu sócio Carlos Dufour com escritório em Florianópolis (maiores detalhes: www.dufour-resendedesign.com) 2- Na sua opinião, qual o papel do design de produtos na sociedade de consumo atual? Quais você considera características indispensáveis a um bom profissional? Hoje mais do que nunca, qualquer profissão tem que ser exercida com responsabilidade social, ecológica e econômica. Para alcançar tais objetivos o profissional precisa de sólida formação com conhecimentos técnicos suficientes para discernir adequadamente processos e matérias, evitando desperdícios, proporcionando uso seguro e pós-uso sustentável. Essas questões me preocupam pela quantidade e qualidade do ensino de design no Brasil. 3- Que fatores devem ser considerados ao se projetar um produto? O principal é ter um briefing bem fundamentado, evitando perda de tempo e dinheiro; conhecimento das características do usuário final; capacidade técnica da empresa contratante e trabalhar multidisciplinarmente. 4- Sobre os materiais, quais são os critérios de escolha para o produto que será comercializado? Como se pode notar estou falando de design industrial, ou seja, design de produtos seriados, sendo assim os materiais e processos são determinados pelo briefing. O que tento evitar quase sempre, são os materiais compostos como resina reforçada com fibra de vidro, termoplástico com carga etc. que são difíceis de reciclar. 5- Quais você acha que são as perspectivas para o design no Brasil em 2009? Hoje mais do que nunca o design é ferramenta estratégica para o desenvolvimento do produto brasileiro. Não podemos competir com os preços praticados pelos asiáticos, por ex., e a tecnologia é mercadoria comercializada globalmente. O que sobra, portanto é um design criativo e diferenciado, impregnado com nossas características culturais. ![]() » Exibir: Todas Páginas |
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