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Brinquedo de arte
Sex, 10 de Setembro de 2010
Um brinquedinho famoso, sem fins de brincadeira. De tecido ou plush, de vinil ou materiais plásticos, madeira, metal, resina e até papel. O Toy art é a expressão contemporânea de uma manifestação artística que une moda, design e conceitos ligados ao urbano. Com tantas possibilidades, estilistas, artistas plásticos e designers podem dialogar e interagir facilmente. É o que ocorre na exposição TOYandME, que foi aberta dia 08, na loja Ouvidor.
Ao todo, 11 profissionais foram convidados para propor algo novo em cima do mesmo bonequinho branco, ícone da toy mania. O resultado é uma coleção com materiais variados, desde peças com ouro, granada e pérolas; passando por tule, cristais swarovsky e silicone, tricô de ráfia e até sucata de computador. "Outros são hilários na sua concepção. É ver pra crer", promete o curador da exposição, Wilson Neto, que também assina um toy art.
Nomes reconhecidos no cenário nacional, mas também artistas locais participam. "Fomos tirando os óbvios, pois queríamos também nomes menos incensados e egos menos inflados. Aqui em Fortaleza temos ótimos nomes, loucos pra trabalhar com design e moda, então resolvemos facilitar os acessos". Além do curador, os estilistas Jum Nakao, Ronaldo Fraga, Lino Villaventura e Glória Coelho; os artistas plásticos Siegbert Franklin, Ise Araújo, Hélio Rola e Marco D Julio; o designer de joias Claudio Quinderé; e o designer gráfico Sérgio Hansen participam da mostra. "Vi que dava pano pra manga. Sugeri então 20 nomes de distintas áreas das artes (de música e dança ao design). Fomos afunilando para conceber uma ideia mais enxuta, e a Acesso desenvolveu a proposta de termos em capítulos o projeto ´You and Me´, em que um dia chamamos um designer de móveis para pintar um quadro, ou um chef para fotografar, invertendo conceitos e propondo novas ideias", justifica Neto. Para o primeiro capítulo, então, a proposta gira em torno do brinquedo e das atividades lúdicas. "Algo que, na minha opinião, é tão antigo quanto o trabal ho e a família". Wilson Neto produziu um toy art em homenagem a Sergio Rodrigues, referência na área de designer de móveis que assina alguns dos mais cobiçados móveis do mobiliário brasileiro dos anos 1960, como a famosa Poltrona Mole. "Na verdade, o Toy Rodrigues (como o batizei e o Sergio morreu de rir) é uma produção coletiva. Tivemos a ideia, o publicitário Sergio Hansen concebeu graficamente e deu uma cara bem característica do Sergio Rodrigues, o Bucão executou esculpindo em madeira maciça e a Hélia Hellery, uma artista genial, fez o bigode e o chapeuzinho", descreve. "Ou seja, isso também é algo que pouca gente entende como autoral, mas é um conceito super trabalhado na arte moderna e contemporânea. Andy Warhol trabalhava assim, Jeff Koons, Beatriz Milhazes... O importante é o conceito, a ideia". MAIS INFORMAÇÕES: Fonte: Caderno 3 - Diario do Nordeste |
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